quinta-feira, 25 de março de 2010

UM MINUTO COM A BEATA ALEXANDRINA

Em que consiste?


A partir do 1º de Abril, em França, na Bélgica e na Holanda vários conventos que praticam a adoração eucarística, vão fazer um minuto suplementar de adoração, minuto durante ao qual vão unir-se espiritualmente às intenções da Beata Alexandrina ― guardiã dos Tabernáculos abandonados. Mas este minuto suplementar de adoração não será limitado aos monges e às freiras, visto que um grande número de leigos vai também participar e, por intermédio dos blogues e dos Sítios Internet que informarão regulamente sobre desta devoção particular, todos serão informados, de maneira que esta acção vá “até aos confins do mundo”

Este minuto suplementar, multiplicado por milhares de pessoas, poderá depois contabilizar-se em milhares de horas suplementares de adoração, o que naturalmente fará grande prazer à nossa querida Alexandrina.

Durante o mês de Julho ou Agosto — a data ainda não foi definitivamente fixada — vamos instalar em Paray le Monial (França), cidade onde Jesus apareceu a Santa Margarida Maria, um stand dedicado à Beata Alexandrina de Balasar. O nosso objectivo é de explicar os milhares de pessoas que ali se vão reunir quem foi a Alexandrina e qual foi a sua primeira missão.

Vamos igualmente distribuir uma carta — tipo carta bancária — contendo de um dos lados a imagem da Alexandrina e do outro lado uma pequena oração sobre um fundo eucarístico.

SITES :

http://alexdiffusion.free.fr/
http://alexandrina.balasar.free.fr/
http://alexandrinabalasar.free.fr/
http://nouvl.evangelisation.free.fr/
http://voiemystique.free.fr/
http://lieudepriere.free.fr/

BLOGS :

http://alexandrina-de-balasar.blogspot.com/
http://alex-balasar.blogspot.com/
http://mistica-e-misticos.blogspot.com/
http://nouvelle-evangelisation.blogspot.com/
http://voie-mystique.blogspot.com/
http://a-jesus-par-marie.blogspot.com/
http://a-jesus-por-maria.blogspot.com/

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

MEDITAÇÕES PARA O TEMPO DE QUARESMA

Aprende a carregar Cristo


Não foi por prazer que o Senhor do mundo, em sua condição humana, apare-ceu publicamente montando numa jumenta. O que ele desejava, por um miste-rioso segredo (ou mistério latente), era penetrar no âmago dos corações, selar o íntimo de nossa alma e, como místico cavaleiro, aí tomar assento, corporal-mente. Assim, por sua divindade, poderia dirigir os passos da alma, refreando os impulsos da carne e, habituando os pagãos àquela amorosa direcção, disci-plinar-lhes os sentimentos. Felizes os que, sobre o dorso da alma, acolheram tal cavaleiro! Realmente felizes os que, tendo os lábios contidos pelas rédeas do Verbo celeste, não se dissiparam na loquacidade.

E que rédea será essa, irmãos? Quem me ensinará como se pode reprimir ou soltar os lábios dos homens? Mostrou-me tal rédea aquele que disse: Que a pa-lavra seja colocada em minha boca, de maneira que eu possa falar abertamente (cf. Ef 6, 19). A palavra é, pois, uma rédea, mas também um aguilhão. É difícil teimares contra o aguilhão! (At 26, 14). Foi o Senhor quem nos ensinou a abrir o coração, a suportar o aguilhão, a carregar o jugo. Que um outro nos ensine a suportar o freio da língua; pois mais rara é a virtude do silêncio que a da pala-vra. Sim, o que nos ensinou aquele que, como mudo, não abriu a boca contra a impostura e, pronto para as chicotadas, não recusou os golpes, a fim de tornar-se um suave assento para o Senhor?

Aprende, de um familiar de Deus, a carregar Cristo, pois ele, outrora, te carre-gou quando, como pastor, reconduzia a ovelha desgarrada; aprende a oferecer, de bom grado, o dorso de tua alma, aprende a ficar sob Cristo, para que possas ficar sobre o mundo. Não é qualquer um que transporta facilmente Cristo, mas quem é capaz de dizer: Meu coração grita e geme de dor, esmagado e humilha-do demais (Sl 37 [38], 9).

Com efeito, se desejas não ser abalado, coloca teus passos pacificados sobre as vestes dos santos; na verdade, cuida para não caminhares com os pés enla-meados; acautela-te para não te embrenhares pelos desvios, abandonando o caminho dos profetas. Pois, a fim de proporcionar um percurso mais seguro para as nações que haveriam de chegar, os que precederam Jesus cobriram, com as próprias vestes, o caminho até o templo de Deus. Para que avances sem tropeço, os discípulos do Senhor despojaram-se, pelo martírio, de suas vestes, para aplainar-te um caminho através da multidão hostil.

Santo Ambrósio, bispo: Comentário sobre o Evangelho de São Lucas,
Commentarium in Lucam, liber 9, 9-11
(Sources Chrétiennes 52, 143-144)

quarta-feira, 22 de abril de 2009

NUNO ÁLVARES PEREIRA

O Santo Condestável
Vamos aqui abrir uma excepção para um anúncio que nos parece de grande importância, visto tratar-se da canonização dum bem-aventurado português... Publicamos a seguir um pequeno comentário do Afonso Rocha:
***
Desde há quanto tempo o povo português se habituou a chamar Nuno Álvares Pereira “Santo Condestável”?
O que até aqui não era “verdade”, porque ele apenas fora beatificado, vai tornar-se, no próximo dia 26 de Abril uma “verdade” infalível, porque o Santo Padre Bento XVI vai nesse dia elevá-lo ao grau superior da “hierarquia celeste”, vai canonizá-lo em Roma, na Praça de São Pedro, durante a cerimónia solene que ali vai ser celebrada.
É com grande emoção que o povo Lusitano vai acolher este novo Santo e celebrá-lo ainda mais do que nunca e prestar-lhe a homenagem que esta canonização implica.
Frei Nuno de Santa Maria, o frade que não fez esquecer o heroi da Pátria lusitana, terá, a partir do domingo 26 de Abril, um “poder” ainda maior sobre o Coração de Deus e uma “união” ainda mais forte com Aquele que ele sempre amou ao ponto de querer usar seu nome: Santa Maria.
Recorramos pois com fé, ainda com mais frequência, se possível, à intercessão de Frei Nuno de Santa Maria, o novo “Santo” de Portugal, a fim que possamos, como ele mesmo, ganhar as nossas batalhas de cada dia, visto que cada um deles é para nós uma Aljubarrota.


Afonso Rocha

domingo, 22 de março de 2009

DEUS NÃO POUPOU SEU FILHO...

Deus não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós.

Deus não chegou ao ponto de entregar seu Filho? E tu não podes sequer dar do teu pão, a quem se entregou e morreu por ti? O Pai, por tua causa, não quis poupar seu verdadeiro Filho! E tu o deixas, com indiferença, morrer de fome, quando não farias mais que dar-lhe dos seus próprios bens, e para teu próprio lucro.
Ele se entregou por ti, por ti deixou-se matar, e por ti sai agora mendigando: o que lhe dás, para ajudá-lo, de seus próprios bens o tiras, e mesmo assim, não lhe dás nada! Pois não se satisfez somente em suportar a cruz e a morte; quis ainda conhecer o exílio, ser peregrino e nu, ser lançado na prisão e nada poder, para assim lançar-te o apelo: “Se tu me queres retribuir o mesmo que sofri por ti, tem piedade de mim por causa da minha miséria, deixa-te comover por minha enfermidade e prisão. Se não me queres pagar na mesma moeda, atende ao meu modesto pedido: eu não te peço nada que te custe; somente um pão, um teto e algumas palavras de conforto.
Se continuas insensível, que ao menos o pensamento do reino celeste e das recompensas prometidas te tornem melhor! Não queres levar em conta tudo isso? Então, que o teu coração ao menos se comova, por simples instinto natural, ao ver-me nu. Lembra-te da nudez que eu sofri na cruz por causa de ti. Por tua causa fui então algemado, e ainda o sou até hoje por tua causa. Por tua causa jejuei, e por tua causa ainda hoje passo fome. Senti sede quando estive suspenso na cruz, e continuo a senti-la nos pobres, a fim de atrair-te a mim e de tornar-te mais humano para tua própria salvação.
Assim, tendo-te obrigado por inumeráveis benefícios, peço-te agora que retribuas; não te peço, porém, como a um devedor, mas quero coroar-te como a um benfeitor e dar-te em troca desses pobres dons, o Reino.
Se estou na prisão, não te forço a me retirares de lá, quebrando minhas algemas. Só te peço uma coisa: veres que estou preso por ti; isto para mim será o bastante, em troca eu te darei o céu. Ainda que eu te tenha libertado de teus pesados grilhões, será bastante para mim que tu queiras visitar-me na prisão.
Eu poderia coroar-te sem tudo isto, mas quero ser teu devedor. Eis por que, podendo dispor de alimento, ponho-me a vagar como um mendigo e coloco-me à tua porta de mão estendida para ser alimentado por ti: eu te amo tanto! É por isto que eu desejo estar à tua mesa como entre amigos, e disso me glorio, e o proclamo diante do mundo, e a todo o universo me apresento como alguém a quem dás de comer.

S. João Crisóstomo, bispo: Homilias sobre a Carta aos RomanosHomilia 15, 6 in Epistolam ad Romanos(Patrologia Grega 60, 547-548)

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

QUEM OLHA PARA TRÁS...

«Quem olha para trás, [...] não está apto para o Reino do Senhor»

Meus caros, Paulo, o apóstolo dos pagãos, não contradiz a nossa fé quando diz: «Ainda que tenhamos conhecido a Cristo à maneira humana, agora já não o conhecemos assim» (2 Co 5,16). A ressurreição do Senhor não pôs um termo à sua carne; transformou-a. O aumento da sua força não destruiu a sua substância; a qualidade mudou; a natureza não foi aniquilada. Crucificaram aquele corpo, ferrando-o a pregos: tornou-se inacessível ao sofrimento. Deram-lhe a morte: tornou-se imortal. Assassinaram-no: tornou-se incorruptível. E bem podemos dizer que a carne humana de Cristo não é, com efeito, a que tínhamos conhecido; porque nela deixou de haver vestígio de sofrimento ou de fraqueza. Continua a mesma na sua essência, mas já não é a mesma quanto à glória. Porque nos surpreendemos então que S. Paulo assim se exprima a propósito do corpo de Jesus Cristo, quando diz, ao falar de todos os cristãos que vivem segundo o espírito: «de agora em diante, não conhecemos ninguém à maneira humana». Ele quer desta maneira dizer que a nossa ressurreição começou em Jesus Cristo. N' Ele, que morreu por nós, toda a esperança tomou corpo. Deixou de haver em nós dúvida, hesitação, espera desiludida: as promessas começaram a cumprir-se e conseguimos já ver, com os olhos da fé, a graça com que amanhã seremos cumulados. A nossa natureza elevou-se; então, na alegria, já possuímos o objecto da nossa fé [...].Que o povo de Deus tome consciência de que se «está em Cristo, é uma nova criação» (2 Co 5,17). Que compreenda bem Quem o escolheu, e a Quem ele próprio escolheu. Que o ser renovado não volte à instabilidade do seu antigo estado. Que «depois de deitar a mão ao arado» não pare de trabalhar, que cuide do grão que semeou, que não se volte para trás, para o que abandonou [...] È esta a via da salvação; é esta a maneira de imitar a ressurreição que começou com Cristo.

São Leão Magno ( ? - c.461), papa e doutor da Igreja
Sermão 71, para a ressurreição do Senhor; PL 54, 388

domingo, 25 de janeiro de 2009

ONDE ESTA O TEU TESOURO...

«Onde está o teu tesouro, aí está o teu coração»

Onde está o coração amante? Nas coisas que ele ama ― por conseguinte, onde está o nosso amor, está cativo o nosso coração. Não pode sair, não pode elevar-se mais alto, não pode ir para a esquerda nem para a direita; está parado. Onde está o tesouro do avarento, aí está o seu coração; e onde está o nosso coração, aí está o nosso tesouro.
E um nada, uma imaginação, uma palavra seca que nos disseram, uma falta de acolhimento caloroso, uma pequena recusa, apenas o pensamento de que não nos têm em grande conta ― tudo isso nos fere e nos indispõe de um modo que não podemos vencer! O amor próprio nos liga a essas feridas imaginárias, que não saberíamos tirar, estão sempre presentes, e porquê? É porque se está cativo dessa paixão. Que é que nos prende? Estamos nós na «liberdade dos filhos de Deus»? (Rom 8,21) Ou estamos ligados aos bens, aos caprichos, ás honras?
Ó Salvador, abriste-nos a porta da liberdade, ensinaste-nos a encontrá-la. Faz-nos conhecer a importância deste privilégio, faz-nos recorrer a vós para aí chegarmos. Ilumina-nos, meu Salvador, para ver a que é que estamos apegados, e põe-nos, se for do teu agrado, na liberdade dos filhos de Deus.

S. Vicente de Paulo (1581-1660), fundador de comunidades religiosas:
Conferência sobre a indiferença, 16 de Maio 1659

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

BAPTISMO DO SENHOR

Outrora, no primeiro poema do Servo humilde, Isaías exclamara, comunicando-nos a mensagem de Deus: “Eis o meu servo, que Eu amparo, o meu eleito, que Eu preferi. Fiz repousar sobre ele o meu espírito, para que leve às nações a verdadeira justiça” (Is. 42, 1).
Mais adiante, o mesmo profeta transmite ainda as palavras do Senhor, quando diz: “Formei-te e designei-te como aliança de um povo e luz das nações; para abrires os olhos aos cegos, para tirares do cárcere os prisioneiros, e da prisão, os que vivem nas trevas” (Is. 42, 6-7).
Para que isso aconteça, o mesmo profeta explica que o Servo “anunciará com toda a fidelidade a verdadeira justiça. Não desanimará, nem desfalecerá, até estabelecer na terra o direito, as leis que os povos das ilhas esperam dele” (Is. 42, 2-4).
Estas afirmações que outrora o profeta Isaías anunciou vão ter a sua concretização aquando do baptismo de Jesus.
“Sabeis o que ocorreu em toda a Judeia ― aqui é Pedro que explica ―, a começar pela Galileia, depois do baptismo que João pregou: como Deus ungiu com o Espírito Santo e com o poder a Jesus de Nazaré, o qual andou de lugar em lugar, fazendo o bem e curando todos os que eram oprimidos pelo diabo, porque Deus estava com Ele” (Ac. 10, 37-38).
Com efeito, Jesus viera da Galileia até ao Jordão para aí encontrar aquele que “preparava os caminhos do Senhor”, João Baptista. Não se trata aqui de uma visita de cortesia ou mesmo familiar, mas duma acção premeditada de Jesus que vinha “ter com João, para ser baptizado por ele” (Mt. 3, 13).
Inspirado pelo Espirito Santo, João reconhece no visitante o “Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo” e por isso mesmo se opõe a baptizá-lo: “Eu é que tenho necessidade de ser baptizado por ti, e Tu vens a mim?” (Mt. 3, 14).
“Jesus, porém, respondeu-lhe: ‘Deixa por agora. Convém que cumpramos assim toda a justiça’. João, então, concordou” (Mt. 3, 15), diz-nos Mateus.
Terminado o baptismo, “Jesus saiu da água” corrente do Jordão e foi então “que se rasgaram os céus” e que se “viu o Espírito de Deus descer como uma pomba e vir sobre” Jesus, ao mesmo tempo que do Céu uma voz dizia: “Este é o meu Filho muito amado, no qual pus todo o meu agrado” (Mt. 3, 16-17)
Aqui ficam bem patentes os “dois” baptismos: o baptismo “na água” e o baptismo no “Espirito Santo”, que desde os princípios do cristianismo foram sempre praticados e continuam ainda hoje a ser uma constante, porque “todo aquele que for baptizado será salvo”.

Afonso Rocha